Tribuna

Por uma nova cooperação entre a UE e a América Latina

Laboratório de inovação cidadã, Costa Rica 2019

No marco da atual crise global, são muitos os que fizeram ênfase na debilidade de uma resposta coordenada como consequência direta de um “multilateralismo quebrado” e onde o primeiro passo precisaria de sua reconstrução.

Neste ponto, permitam-me não ser tão pessimista: em minha opinião não está “quebrado”, só o estamos reinventando.

A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, marcaram uma mudança rumo a uma visão multidimensional dos processos de desenvolvimento. Os desafios passam a ser compartilhados e as realidades, descritas por infinidade de indicadores, muito mais complexas

Hoje nos enfrentamos a um desafio único, de dimensão global que afeta a esta geração. E é nossa obrigação oferecer respostas agora

É certo que a COVID 19 representou uma crise global, mas também é nossa obrigação convertê-la em uma oportunidade.

Perante esta crise global, o novo paradigma introduzido pela Agenda 2030 é mais pertinente que nunca.

Hoje não respondemos a realidades ocultas, abstratas ou a longo prazo. Agora nem sequer estamos tratando de prevenir crises estruturais que determinem o futuro de próximas gerações.

Hoje nos enfrentamos a um desafio único, de dimensão global que afeta a esta geração. E é nossa obrigação oferecer respostas agora.

E estas respostas só podem vir de um multilateralismo reforçado e uma cooperação internacional mais ambiciosa.

A cooperação e diálogo entre ambos os continentes foi um motor fundamental para o multilateralismo global

Perante uma visão mais ampla e complexa dos processos de desenvolvimento, devemos adaptar e ampliar também a forma pela qual nos relacionamos, a forma na qual cooperamos.

É necessário revisar se nossos instrumentos e estruturas de cooperação respondem à necessidade de gerar respostas comuns mais complexas, mais ambiciosas, ou mais flexíveis, que se ajustem a realidades de desenvolvimento dinâmicas e multidimensionais.

Na União Europeia (UE), demos um nome a esta nova cooperação: “internacional partnerships”. (alianças internacionais)

Na estruturação destes “partnerships” a cooperação se submete ao diálogo político e à geração de agendas comuns.

Esta é a lógica que subjaz no fortalecimento de respostas coordenadas de cooperação entre a UE e seus Estados Membros (Team Europe) e a proposta de um instrumento único de cooperação para o novo marco financeiro 2021-2027, que dota a nossa cooperação de um maior nível de flexibilidade e ambição.

O movimento rumo a um novo e reforçado multilateralismo deve ter a aliança entre a União Europeia e a América Latina como sua principal ponta de lança.

Às portas de um novo marco financeiro da UE, volta a ser necessário que desempenhemos um papel chave no projeto de um novo tipo de cooperação.

A cooperação e diálogo entre ambos os continentes foi um motor fundamental para o multilateralismo global.

A cooperação entre ambas as regiões está por trás de muitas das grandes conquistas e grandes agendas multilaterais nos últimos anos, desde a Agenda 2030 aos Acordos de Paris.

E isto é assim porque a cooperação entre ambas as regiões sempre foi um passo adiante em termos de inovação, profundidade e ambição.

Em muitos casos, a cooperação entre a Europa e a América Latina sempre foi um banco de provas, onde nos atrevíamos a explorar os limites das estruturas de cooperação, tanto em temáticas como através de nossos próprios programas na região.

Hoje nossa cooperação com a América Latina está mais preparada, em termos de narrativa e em termos de instrumentos.

Às portas de um novo marco financeiro da UE, onde é proposta uma mudança estrutural em nossa forma de “engagement” e cooperação com nossos países sócios -mais ainda no contexto da atual crise- volta a ser necessário que desempenhemos um papel chave no projeto de um novo tipo de cooperação.

Hoje nossa cooperação com a América Latina está mais preparada, em termos de narrativa e em termos de instrumentos.

A nova cooperação entre ambas regiões se concretará no projeto de agendas compartilhadas em áreas chaves o fortalecimento de estruturas de sociedades inclusivas, crescimento sustentável, transformação digital e segurança.

Em um momento onde a COVID-19 vai exigir o melhor de todos nós, a UE e a América Latina têm a capacidade de explorar o potencial de novas estruturas de cooperação inovadoras e mais ambiciosas que sejam uma referência global para um multilateralismo reforçado.

Los argumentos expuestos en esta tribuna responden en exclusiva al punto de vista del autor, que es responsable de las opiniones manifestadas, y no reflejan en ningún caso la postura de la SEGIB

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Cooperação Tribuna


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