Tribuna

O turismo é um potencial incrível para contribuir para a consecução dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

MachuPichu-Perú

No momento no que nos encontramos, com um consenso geral em torno à Agenda 2030 de desenvolvimento e, no entanto, uma superexploração dos ecossistemas naturais e sociais, o enfoque de desenvolvimento sustentável, que aponta a satisfazer as necessidades presentes sem comprometer as do futuro, é mais pertinente que nunca.

Não temos muito tempo a perder e tendo em conta que já superamos os recursos que a natureza pode nos outorgar, não podemos ficar só com a ideia de manter o equilíbrio, senão que devemos regenerar os ecossistemas para compensar o impacto que causamos nas últimas décadas.

Neste contexto de urgência nasce o conceito de Turismo Sustentável. Um conceito que foi evoluindo em paralelo ao de Desenvolvimento Sustentável, tendo em conta a necessidade de gerar equilíbrio entre os atores que participam, assim como de potenciar uma relação respeitosa entre as populações locais, sua cultura, o entorno e os visitantes.

É por isso que uma das máximas do turismo sustentável insiste no respeito e fomento da qualidade de vida das comunidades que são visitadas. Uma premissa que há de fazer sua o próprio setor do turismo, dada a importância do turismo na economia mundial.

Mas o turismo não é só uma fonte de ingressos econômicos para os países do mundo e a economia global, senão que um incrível potencial para contribuir a alcançar qualquer um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além de estar incluído concretamente como meta nos Objetivos 8, 12 e 14 sobre crescimento econômico sustentável, produção e consumo sustentáveis, e uso sustentável dos oceanos e dos recursos marinhos, contribui também a todos aqueles relacionados com a luta contra a pobreza.

Em torno ao turismo sustentável encontramos outras fórmulas que estão mais presentes que nunca na Ibero-América e que, da mesma maneira, vão dirigidas à consecução da Agenda 2030. Por um lado, se encontra o turismo alternativo que é a antítese do tradicional e se esforça em minimizar os impactos meio ambientais e sócio culturais, como seriam os casos do ecoturismo, o turismo cultural, educativo, científico, de aventura, agroturismo e de forma transversal a todos eles, o Turismo Sustentável.

Em segundo lugar, o turismo de baixo impacto estabelece um sistema de gestão dos recursos, englobando o turismo justo, responsável ou consciente. O turismo comunitário, muito presente na Ibero-América, seria uma forma de desenvolvimento turístico baseada na participação ativa das comunidades locais em todas as fases do desenvolvimento turístico, assim como na repartição equitativa dos benefícios obtidos que, além disso, promove o respeito à identidade, tradições e culturais locais.

Tomemos o conceito que tomemos, as estimações de visitantes na Ibero-América prometem uma boa fonte de ingressos para a região: daqui a 2030, 1.800 milhões de turistas internacionais visitarão algum dos 22 países. Um incremento de turistas que deve também provocar políticas e ações para a proteção do meio ambiente e o bem estar social, assim como do patrimônio cultural das comunidades visitadas e a melhora de sua qualidade de vida, para conseguir que a atividade turística seja de novo sustentável.

Los argumentos expuestos en esta tribuna responden en exclusiva al punto de vista del autor, que es responsable de las opiniones manifestadas, y no reflejan en ningún caso la postura de la SEGIB

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