Tribuna

COVIRED: a ação estratégica do Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia

A constante aparição de surtos epidêmicos na Ibero-América continua sendo um problema de saúde pública. O que os países da região estão fazendo, nucleados no Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia (CYTED).

A constante aparição de surtos epidêmicos produzidos por vírus emergentes e re-emergentes em nossos países evidencia que estas viroses continuam sendo um problema de saúde pública na Ibero-América.

Perante tudo isto, o Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia (CYTED) levou a cabo a execução de duas redes sobre vírus emergentes.

Inicialmente foi criada a Rede Ibero-americana de Vírus emergentes (RIVE 2004-2008), que naquele momento abrangeu principalmente as emergências na Ibero-América do hantavírus, alguns arenavírus e o West Nile vírus e, mais tarde, a VIRORED (2009-2019), criada como consequência da emergência do H1N1 e que tomou ações, posteriormente, nas emergências de dengue, vírus respiratórios, Ebola, chikungunya, zika e San Luis, entre outros.

Estas redes nuclearam instituições de saúde pública (centros de referência nacionais) e acadêmicas (principalmente universidades) da maioria dos 21 países da Ibero-América que conformam a CYTED, através do estabelecimento de relações estáveis entre as instituições.

Além disso, permitiu uma abordagem acadêmica científica sobre os vírus emergentes, criando sinergia com outras atividades realizadas por outros organismos sobre esta temática, como a Organização Pan-americana da Saúde (OPS).

Perante a emergência sanitária da COVID 19, e tendo em conta os antecedentes de redes em vírus emergentes, a CYTED se propôs desenvolver uma “Ação Estratégica” do Programa sobre esta temática, COVIRED, o que sem dúvida constituiu uma excelente oportunidade para a realização de ações concretas.

Esta ação considerou as instituições que os países propuseram através dos Organismos Nacionais de Ciência e Tecnologia (ONCYT) e somou a participação conjunta da OPS, o que permitiu, por sua vez, a articulação de instituições de pesquisa tais como universidades e entidades de saúde pública.

 

Abordagem dupla

Tendo em conta a situação de emergência sanitária em nossos países, foi proposto começar por dois aspectos que consideramos de urgente tratamento, para que os países possam contar com recomendações com bases científicas e em consenso para a toma de decisões e ações:

 

  1. Diagnóstico/aspectos virológicos
  2. Aspectos clínicos, tratamento, prevenção

 

Para isso, foram propostos os seguintes objetivos comuns:

 

  • Facilitar intercâmbio de conhecimentos científico-técnicos entre países
  • Potenciar a capacidade de resposta perante esta emergência
  • Estimular a formação de recursos humanos
  • Estabelecer relações interinstitucionais estáveis
  • Compartilhar experiências e conhecimentos
Ações

Tendo em conta a situação de emergência sanitária em nossos países, foi proposto começar por dois aspectos que consideramos de urgente tratamento, para que os países possam contar com recomendações com bases científicas e em consenso para a toma de decisões e ações:

 

  1. Diagnóstico/aspectos virológicos
  2. Aspectos clínicos, tratamento, prevenção

 

Para isso, foram propostos os seguintes objetivos comuns:

 

  • Facilitar intercâmbio de conhecimentos científico-técnicos entre países
  • Potenciar a capacidade de resposta perante esta emergência
  • Estimular a formação de recursos humanos
  • Estabelecer relações interinstitucionais estáveis
  • Compartilhar experiências e conhecimentos

 

A área de Diagnóstico/aspectos virológicos recaiu sob a coordenação da Dra. Paquita García, do Peru, e se propôs, entre outras coisas, a avaliar experiências com o diagnóstico molecular, validar metodologias moleculares e serológicas para transferência e apoio, intercambiar informação de sequências obtidas para analisar o pool genético dos SARS CoV-2 na região ibero-americana. Ainda assim, manter a adequação dos diagnósticos e a eficácia das vacinas que forem desenvolvidas.

Para alcançar estes objetivos são realizadas reuniões virtuais todas as sextas-feiras, onde são apresentadas experiências de alguns países e discutidas modalidades de uso com suas vantagens e desvantagens para cada país. 

Para os aspectos clínicos, tratamento, prevenção, coordenados pelo Dr. Javier Carbone (Espanha), nos propusemos analisar as barreiras existentes para a eficácia das estratégias de contenção e mitigação, e nos questionamos “O que se pode melhorar a curto prazo?”.

Outros objetivos que foram propostos para este aspecto incluem avaliar experiências de implementação de ações no primeiro nível de atendimento (atendimento primário) em SARS-CoV-2, assim como experiências de adequação e fluxos de pacientes no atendimento hospitalar de pacientes SARS-CoV-2. (Como evitar o colapso das instituições. Utilização de centros alternativos de hospitalização e confinamento de doentes. Fluxo entre centros).

Também foram propostas ações para intercambiar experiências sobre o uso de distintas estratégias terapêuticas e promover a realização de estudos clínicos “multicêntricos” com experiências locais de manejo de SARS-CoV-2: por exemplo, Ivermectina.

Finalmente, foi proposta a criação de um “Registro Ibero-americano sobre aspectos básicos de manejo em SARS-CoV-2. Bases para uma padronização de protocolos”.

Para esta linha também são realizadas reuniões virtuais periódicas nas quais se discute cada tema para obter conclusões que possam ser depois utilizadas segundo as condições e situações de cada país.

Assim que a situação o permitir, serão organizadas oficinas presenciais, assim como estágios de treinamento para a formação de recursos humanos, intercâmbio de mostras e controles para trabalhos de pesquisa conjuntos.

Los argumentos expuestos en esta tribuna responden en exclusiva al punto de vista del autor, que es responsable de las opiniones manifestadas, y no reflejan en ningún caso la postura de la SEGIB

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Ciência COVID-19 Redes Ibero-Americanas Tribuna


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