Instituições, cidadania e empresas reinventando o futuro

A inovação cidadã, desde o setor público e nas empresas será decisiva em um momento de profundas transformações. Quis são as chaves para que novos enfoques e novas formas de fazer ajudem a transformar nossa região em um horizonte pós-pandemia?

Instituições, cidadania e empresas reinventando o futuro

Costuma-se dizer que das grandes crises emergem as grandes transformações. Na Ibero-América, a construção de novos tempos depois da grande sacudida que a COVID-19 supôs vai requerer grandes doses de inovação desde as instituições públicas, a cidadania, a academia, os governos locais e as empresas.

“Necessitamos uma nova maneira de pensar, porque o pensamento que nos levou a esta crise não nos tirará dela”.  Esta frase de Albert Einstein durante a pós-guerra mundial continua sendo atual, em um momento em que, tal e como sucedeu há 75 anos, o mundo enfrenta uma mudança de época.

O futuro pós-pandemia que está sendo escrito neste momento nos pede afrontar os desafios da região desde novas visões, muitas vezes disruptivas, que possam nos levar a “novas formas de fazer”.

A inovação busca transformar a realidade a partir da colaboração para produzir e intercambiar conhecimentos que geram valor.

Esta colaboração e trabalho em rede caracterizou a Conferência Ibero-americana ao longo de suas três décadas de história e é colocada em prática através da cooperação ibero-americana, que contempla a inovação para o desenvolvimento sustentável como eixo estratégico de seu Plano de Ação 2019-2022. Precisamente a inovação perante o desafio da pandemia centrou os debates da última Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo.

Neste novo número do Portal Somos Ibero-América abordamos três tipos de inovação que serão decisivas na saída da crise: a inovação cidadã, a inovação pública e a inovação empresarial produzida desde a colaboração entre empresas em esquemas abertos.

Inovação cidadã

O projeto Inovação Cidadã da SEGIB, há quase uma década, vem impulsionando o trabalho colaborativo entre cidadania e instituições para propiciar, incubar e escalar soluções inovadoras a desafios sociais com metodologias e tecnologias abertas (digitais, sociais e ancestrais), gerando uma rede de inovação cidadã que está transformando a região.

Os Laboratórios de Inovação Cidadã (LABIC) representam um salto qualitativo na cooperação ao desenvolvimento, ao converter a cidadania em protagonista, rompendo assim com uma visão tradicional na qual os problemas estão de um lado e as soluções estão do outro.  Este enfoque é, em si mesmo, uma inovação na cooperação que, ao mesmo tempo, gera inovação.

Desde 2014 foram realizados sete Laboratórios de Inovação Cidadã que geraram 73 soluções escaláveis que dão resposta a desafios regionais em áreas tão diversas como saúde, meio ambiente, deficiência, igualdade de gênero, cidades sustentáveis, direitos humanos, desenvolvimento local, cultura e paz e nos quais participaram cidadãos e cidadãs de 28 países e 100 comunidades, em aliança com 128 instituições públicas, da sociedade civil e governos locais.

Neste vídeo lhe contamos em que consistem os “LABIC” e AQUI  pode descobrir alguns dos projetos desenvolvidos nos últimos anos.

A Ibero-América inova na cooperação ao desenvolvimento, pondo a cidadania no centro. É um enfoque inovador que, além disso, também gera inovação desde a sociedade.

O fim do ano de 2021 marca acontecimentos importantes para a inovação cidadã na Ibero-América. O primeiro, é o escalamento de cinco projetos cidadãos que entrarão em uma fase de ativação de protótipos no Laboratório de Inovação Cidadã “LABICMEX”, (INSERTAR TRIB 1). É um salto qualitativo porque permitirá que soluções cidadãs inovadoras para a acessibilidade de pessoas com deficiência possam se reproduzir em diferentes países, comunidades e contextos.

O segundo marco é a realização do primeiro Laboratório Local de Inovação Cidadã em Cartagena das Índias (INSERTAR HIST 1) com projetos de inovação para a recuperação pós-pandemia a partir da cultura e da participação das comunidades locais.

Inovação pública

A reconstrução da crise não só implica uma recuperação econômica, senão também reconectar as instituições públicas com a cidadania. É necessário inovar na gestão pública para avançar rumo a instituições mais ágeis, flexíveis e transparentes, em um momento em que são tão necessários grandes pactos sociais para a recuperação e a transformação da região.

Rumo à próxima Cúpula será apresentada a Agenda Ibero-americana da Inovação Pública para propiciar essa necessária conexão entre cidadania e institucionalidade

Vários países ibero-americanos já estão tomando o caminho da inovação pública como política de Estado. Nesta nova edição do Portal Somos Ibero-América apresentamos as experiências do Laboratório de Governo do Chile (INSERTAR ONDA PAÍS), um país que apostou pela inovação pública faz já vários anos, e da República Dominicana (INSERTAR TRIB 2) que neste ano inaugurou seu laboratório de governo, no caminho à XXVIII Cúpula Ibero-americana.  São exemplos que podem guiar e inspirar outros países da região.

Especificamente, no caminho à próxima Cúpula de Chefes de Estado, a se realizar na Rep. Dominicana, será apresentada a Agenda Ibero-americana da Inovação Pública, uma proposta de articulação dos sistemas de inovação pública da região em áreas diversas como governo aberto, tecnologia cívica, governo digital, big data, entre outros. A ideia é criar uma rede de inovadores que compartilhem experiências e que impulsionem estas transformações. A primeira reunião desta rede será realizada em fevereiro de 2022 para alavancar um plano de ação para cada uma das áreas.

Inovação empresarial aberta

A crise econômica derivada da pandemia está acelerando a interconexão entre empresas de diferentes tamanhos para resolver desafios de produção, comercialização e transformação digital, em um momento em que o setor privado necessita inovar rápido e fazê-lo bem.

A Secretaria-Geral Ibero-americana está impulsionando a colaboração de empresas e p&mes em ecossistemas de inovação aberta (INSERTAR NOTA 2), em uma relação que está gerando uma profunda mudança na cultura empresarial e um fortalecimento dos sistemas produtivos.

A ideia é interconectar empresas, p&mes, startups e empreendedores em uma rede que produz inovação, melhora a competitividade e, em muitos casos, também dá resposta a desafios como a sustentabilidade meio ambiental.   Neste novo monográfico sobre inovação trazemos um exemplo desta inovação aberta desde o setor privado que responde a um desafio tão importante como a transição a economias de baixas emissões de carbono (INSERTAR HIST2) e uma recuperação mais verde.

Desde a Ibero-América, promovemos a inovação tecnológica, social, cidadã e empresarial, impulsionando redes de colaboração que permitem que esta inovação cresça, se retroalimente e produza resultados.  Neste novo número do portal da cooperação ibero-americana recolhemos as experiências e aprendizados daqueles que não se conformam com a realidade e decidiram melhorá-la através da inovação. Entrem e leiam!

? VÍDEO:  Saiba como a Ibero-América avança impulsionando a inovação:

 

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