Inclusão

“Recital Colômbia”: como o hip hop transforma as vidas dos jovens

Doze jovens de distintas cidades da Colômbia encontraram neste gênero e na dança urbana uma maneira de sair da violência.

“Para muitas pessoas a dança urbana é simplesmente um hobby; para mim, é minha vida”.

É o que pensa John Freddy, um dos bailarinos que integram “Recital Colômbia”, um grupo de cultura urbana que através do hip hop busca uma maior inclusão dos jovens colombianos em risco social.

Fundada em 2000, a agrupação está composta por 12 jovens de diferentes cidades do país, que foram rotando desde sua formação.

Os atuais integrantes, que em 2016 realizaram uma demostração de dança urbana na XXV Cúpula Ibero-americana são Andrés, John Freddy e seu xará John Freddy, Marlon e Mateo, de Bogotá; Álvaro, de Barranquilla; Duván, Jeison e Manuel, de Cali; José David, de Cartagena de Índias, e Daniel e Wilmer, de Medellín.

      Dança urbana inclusiva

Para todos estes jovens, o baile foi uma tábua de salvação. Um “resgate da rua”, como dizem eles mesmos, pois ajudou-os na sua inclusão social.

Os membros de Recital Colômbia aprenderam a dançar em medio à violência e à exclusão dos bairros mais difíceis das grandes urbes colombianas.

Suas infâncias e suas adolescências estiveram marcadas por vivências extremas.

“Em bairros como os que vivemos, existem muitas problemáticas sociais, mas também vivem-se diferentes paixões em manifestações como a dança urbana. Requer muita disciplina, é um aprendizado de vida, sem fazer mal aos demais”, diz Wilmer, de Medellín.

“A arte urbana é uma aposta e me enche de orgulho ser desta geração nova, que está mudando as coisas”

John Freddy vive na zona sul de Bogotá, onde aprendeu o “break”, um hobby que se converteu em seu projeto de vida. “A dança urbana foi o que me ajudou a ir adiante e ver a vida de outra forma, já que com isso pude pagar a universidade e chegar a ser licenciado em Educação Artística”, conta.

“Agora trabalho como docente em universidades, institutos, e na atualidade estou em um programa com a Embaixada de Estados Unidos, em Ciudad Bolívar, para ensinar a outros jovens, a arte como motivo de prevenção”.

Manuel, de Cali, também valora a experiência: “Desde o ano 2000 danço e pude ver mudanças belíssimas. Há algo poderoso na dança que faz país; é um aporte a mais a essa paz que todos os colombianos anelamos, já que a arte é uma aposta e me enche de orgulho ser desta geração nova, desta geração que está mudando as coisas”.

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