Cooperação Ibero-Americana

O trabalho dos médicos cubanos em Andorra: “Salvamos vidas graças a eles”

Depois da chegada dos médicos cubanos a Andorra em março, Gemma Cano, diretora da Cimeira Ibero-americana, analisa a experiência de cooperação bilateral entre ambos os países.

A finais de março, 39 médicos/as, enfermeiros/as cubanos chegaram a Andorra, este pequeno principado situado entre a Espanha e a França, para ajudar a lutar contra a pandemia de Coronavírus.

Assim, Andorra se converteu no segundo Estado europeu, depois da Itália (Lombardia), em receber profissionais de saúde de Cuba, que há 50 anos realiza este tipo de missões médicas internacionais.

Andorra solicitou esta ajuda para “relevar e aliviar” o pessoal sanitário do principado. Sendo esta a primeira vez que solicita cooperação sanitária internacional.

Assim o confirma Gemma Cano, diretora da Cimeira Ibero-americana do governo de Andorra: “Como a Espanha e a França não puderam nos prestar ajuda porque agora todos estamos em crise, Cuba foi o primeiro país a oferecê-la”.

E agrega: “Necessitávamos pessoal sanitário. Sabíamos que Cuba tem um programa de cooperação em muitos países do mundo. Então, e pelos contatos que temos através da Cooperação Ibero-americana, a ajuda foi imediata”.

Acordos bilaterais de cooperação

A relação entre ambos os países não é casual, já que desde o ano 2000, após a Cúpula Ibero-americana, foram firmados importantes acordos bilaterais em distintos âmbitos.

Por isso, perante a escassez de profissionais sanitários, Andorra decidiu solicitar a ajuda de Cuba e esta foi enviada imediatamente.

Cano confirmou que a brigada sanitária cubana chegou ao país em apenas 24 horas.

Ainda assim, a diretora contou os detalhes desse pedido que pôde ser concretado com rapidez por parte da ilha, com a colaboração da Espanha.

Ao estarem cancelados os voos, a Iberia pôs à disposição o avião para transportar a equipe sanitária quando já não havia viagens disponíveis.

Apoio da cidadania

Chegaram à Espanha e empresários andorranos foram busca-los a Madri de ônibus. A colaboração cidadã foi muito importante também.

Além disso, “um dos proprietários ofereceu um hotel para a brigada sanitária cubana. E a sociedade civil se mobilizou para que os médicos tenham roupa e sapatos, já que vinham do clima caribenho. Aqui nevava”, conta a diretora da Cimeira Ibero-americana.

“Andorra sabe que no inverno temos muitos acidentes de esqui e existe um hospital preparado para isto, mas não para atender uma pandemia. Não é necessário nem fazer contas, era muito evidente para todos”, agrega.

A brigada médica dá assistência a pessoas idosas de residências que foram enviadas a espaços preparados para a atenção sanitária.

“Estão muito formados. De todos modos, tivemos de fazer um período de formação; as práticas são diferentes, os materiais são diferentes. Eles fizeram um grande esforço de adaptação. E houve uma cooperação das duas partes. Estamos agradecidos por esta possibilidade e pela rapidez em atuar”, disse Cano.

E assegurou: “Se depois disto Cuba necessitar ajuda, Andorra estaria em primeira linha”.

Antecedentes

O presidente Fidel Castro e o primeiro ministro do país europeu, Marc Forné, firmaram as cartas credenciais do estabelecimento de relações em novembro de 1995.

Essa relação se intensificou no espaço ibero-americano, já que em fevereiro foi realizada uma reunião ministerial de cultura em Cuba, em preparação para a Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo que Andorra acolherá em novembro deste ano.

“Entre os dois presidentes, na Cúpula de Guatemala de 2018, acordaram que se fizesse essa reunião em Cuba. E ali esteve a ministra de Relações Exteriores, María Ubach Font, e foram selados acordos”, conta Cano.

Durante a pandemia, Cuba enviou pessoal sanitário à Itália, Venezuela, Nicarágua, Granada, Suriname, Jamaica, Haiti, Belize, San Vicente e as Granadinas, Antigua e Barbuda, Santa Lucía e San Cristóbal e Nieves.

“A cooperação de Andorra com Cuba se dá no contexto em que se tinha em jogo vidas humanas, nós pedimos cooperação a um país amigo, e este país nos deu resposta. Tenho certeza de que graças a eles salvamos vidas humanas”, conclui Cano.

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