Cambio Climático

Uma Cúpula do Clima ibero-americana

A Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança climática (COP25) que tem lugar em Madri entre os dias 2 e 13 de dezembro sob o lema “Tempo de atuar” é uma cúpula com um forte selo ibero-americano: a Espanha a acolhe e o Chile a preside.

A COP é um processo de negociação das Nações Unidas e consiste em conversações entre os países. Portanto, organismos multilaterais como a Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB) têm um rol importante nas atividades que enfatizam e fortalecem aspetos das negociações que são de interesse para a Ibero-América.

O mandato que a SEGIB recebeu dos chefes de Estado e de Governo ibero-americanos é muito enfático no compromisso de promover ações que protejam o meio ambiente e combatam a mudança climática para favorecer o desenvolvimento sustentável na região.

Por isso, no ano passado foi criado o Observatório Ibero-americano de Desenvolvimento sustentável e Mudança climática de La Rábida (Huelva, Espanha), que não só contribui com o conhecimento da situação climática na Ibero-América, senão que, além disso, gera alianças e identifica medidas inovadoras para acelerar a consecução da Agenda 2030 das Nações Unidas, que têm um forte conteúdo meio ambiental.

Durante a COP25, o rol concreto da SEGIB é participar como observadora e levar a cabo eventos paralelos que põe em valor a contribuição da região ibero-americana em matéria ambiental.

Além disso, o organismo colabora com outras instituições e sócios estratégicos em distintas atividades que impulsionam a transformação da economia e a sociedade para alcançar um desenvolvimento responsável com o planeta.

É soma, a COP25 é uma grande oportunidade para que a Ibero-América destaque sua dimensão ambiental e dê novo ímpeto a ações concretas e decisivas em favor do planeta.

“Estou convencida de que esta será uma COP exitosa, apesar dos enormes desafios que temos por diante”

Rebeca Grynspan

      Compromisso e solidariedade

Ao acolher esta Cúpula em Madri, a Espanha deu um forte sinal de seu compromisso não só com o meio ambiente e as metas estabelecidas nos acordos internacionais, senão também com a Ibero-América.

“Creio que é um exemplo para o resto do mundo, já que mostra os valores que nos unem na Ibero-América em tempos de divisão e polarização: a aposta pela solidariedade, o diálogo e o multilateralismo”, afirma a secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan.

O Governo da Espanha disse claramente que quis facilitar um espaço que permita ao Chile e à região ibero-americana capitalizar o imenso esforço que realizou desde o inicio da preparação da Cúpula.

Em outras palavras, o fato de que a Espanha tenha assumido o difícil desafio de organizar e financiar a COP25 em tempo recorde deixa claro a importância que a Ibero-América assigna a esta reunião: o mundo não pode deixar passar esta oportunidade única de buscar soluções e atuar frente a um dos maiores desafios da humanidade no século XXI.

“O planeta e seus habitantes não podem esperar mais. Teria sido catastrófico suspender a COP”, assegura Grynspan.

      A urgência de atuar

Os especialistas afirmam que há de se tomar medidas urgentes por duas razões.

Por um lado, a evidência científica aponta a uma crescente deterioração do meio ambiente que deixa milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. Pelo outro, cresce o clamor da sociedade contra a mudança climática, como o demonstram as protestas globais lideradas pela ativista sueca de 16 anos Greta Thunberg.

No contexto atual há numerosos sinais que levam a pensar que a mudança é possível.

Há uma forte consciência ambiental no mundo não só a nível de países, senão também de cidades, regiões, empresas e sociedade civil.

Há blocos inteiros de nações liderando a ação climática, como é o caso da União Europeia. E mesmo nos EE.UU. há estados como a Califórnia que estão altamente comprometidos com a ação climática, assim como legisladores, empresas e grupos de cidadãos.

Ainda assim, começa a se manifestar uma grande liderança dos governos locais e, o que é mais importante, há uma forte consciência ambiental entre os jovens, que entendem que este é um tema indispensável para seu futuro

A Ibero-América é a região mais urbanizada do mundo, pelo quê, a ação dos governos locais é essencial para enfrentar a mudança climática e cumprir com a Agenda 2030. Além disso, 25% da população tem entre os 15 e 29 anos.

“Todos estes sinais me enchem de esperança. Estou convencida de que esta será uma COP exitosa, apesar dos enormes desafios que temos por diante”, conclui Grynspan.

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