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Neokit-Covid-19, o teste rápido criado na Argentina

O teste, que foi validada pela autoridade de medicamentos da Argentina, pertencente à Rede EAMI, detecta em uma hora se uma pessoa contraiu o vírus. Como foi desenvolvida e como funciona.

Como afrontar a epidemia do Covid-19 é uma das principais preocupações dos países. Na região ibero-americana, o desafio sanitário é grande e o desenvolvimento científico-técnico é fundamental.

Tal é o caso da Argentina, país no qual um grupo de cientistas desenvolveu um kit de diagnóstico rápido, chamado Neokit-Covid-19, que permite detectar em um lapso de menos de duas horas se uma pessoa contraiu o vírus ou não.

Neokit-Covid-19 permite detectar em um lapso de menos de duas horas se uma pessoa contraiu o vírus ou não.

O kit recebeu a validação e autorização de uso por parte da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), parte da Rede de Autoridades de Medicamentos da Ibero-América (EAMI).

O projeto é o resultado de uma colaboração público-privada. Foi desenvolvido por pesquisadores pertencentes ao organismo estatal Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), em associação com a empresa NEOKIT SAS, formada sobre a base de um Consórcio Público-Privado (CAPP) entre o Conicet e o Laboratório Pablo Cassará S.R.L.

O desenvolvimento foi  realizado em 45 dias. Mas a pesquisa começou “em 2011 ao apresentar um projeto para desenvolver um diagnóstico do Mal de Chagas em neonatos. Foi subvencionado pelo Estado e nos exigiu formar um consórcio de associação público-privado”, conta a pesquisadora Carolina Carrillo, parte da equipe junto a Adrián Vojnov, Santiago Werbajh, Luciana Larocca e Fabiana Stolowicz.

O desenvolvimento foi  realizado em 45 dias. Mas a pesquisa começou “em 2011 ao apresentar um projeto para desenvolver um diagnóstico do Mal de Chagas em neonatos.

O objetivo era fazer um produto de bem de uso, especifica a pesquisadora. Criaram o consórcio com o Conicet e o Laboratório Pablo Cassará e a partir dali começaram a desenvolver um kit para o Mal de Chagas.

Depois, estudaram como se toma a amostra segundo o patógeno que se deseja detectar, como simplificar a reação e a adaptação necessária para que funcione o melhor possível.

O teste detecta é o ARN (material genético do vírus) e isso foi o que deu a possibilidade de adaptá-lo para o COVID-19, explica Carrillo.

Como funciona

O procedimento é simples e se realiza com celeridade, já que a reação demora uma hora em vez de quatro.

Com cotonete, faz-se uma coleta nasofaríngea, bucofaríngea, de esputo e saliva. Depois, “(…) coloca-se em uma solução e, caso o vírus estiver presente, se separa o que não interessa do material genético do vírus. Uma vez obtido pode se fazer o Neokit”, afirma Carrillo.

É muito fácil de usar, assegura a pesquisadora, tem tubos de reação prontos. E segundo a amostra a determinar, coloca-se em cada tubo uma gota de reativo, uma espécie de conta-gotas.

Depois “se agrega a amostra, tampa-se e mescla-se. Toma uma cor violeta ou lilás. Incuba-se a 65 graus durante uma hora em dispositivo térmico”.

Passada essa hora observa-se o tubo; se continua em violeta, a reação é negativa. No entanto, se passa à cor azul é positiva, significa que a pessoa tem o vírus.

Compartilhar conhecimentos e cooperar

O kit será usado em centros de saúde e sua administração está a cargo do Ministério de Saúde da Argentina.

Carrillo opina que o Neokit é um exemplo de valor da ciência “(…) para resolver problemas sociais. E posiciona a ciência argentina dentro da sociedade mundial”.

A presidenta do Conicet, Ana María Franchi, sublinha que a Argentina pode fazer ciência de excelência, focar em um problema para contribuir a resolvê-lo.

“Para nós é necessária uma comunidade científica preparada para poder responder aos problemas”, destaca.

É necessária uma comunidade científica preparada para poder responder aos problemas

Desde sua validação, já se trabalha na produção do teste. Em um princípio, pensa-se fabricar um lote de 10.000 kits e, mais adiante, 200 mil unidades a cada 15 dias.

De acordo com a Anmat, “os desenvolvimentos nacionais, este da mesma forma que outros, (…) permitem a transferência de conhecimento e experiência aos países da região”.

 

 

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