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Chile

Como o Chile põe em prática as alianças para conseguir um desenvolvimento sustentável

O embaixador Juan Pablo Lira, diretor executivo da Agência Chilena de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AGCID), explica os esforços que seu país realiza para cumprir com a Agenda 2030.

A Agenda 2030 reconhece em todos os atores da sociedade a responsabilidade de cooperar com o desenvolvimento de nossos países e faz um especial chamamento à colaboração entre múltiplos interessados, buscando aunar recursos para o cumprimento dos objetivos e conseguir um maior impacto do esforço realizado para “que ninguém fique para trás”.

A implementação da Agenda 2030 é para o Chile uma política de Estado, a respeito da qual convergem os aportes da sociedade civil, o setor privado, a academia e o Estado.

Com enfoque de alianças existe, por um lado, um esforço conjunto conduzido pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Família, com uma tarefa imprescindível para o desenvolvimento do Chile e que está focalizado em atender a 16 grupos vulneráveis do país.

Por outro lado, a Agência Chilena de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AGCID) convoca os atores nacionais a participar e dar conta, crescentemente, do compromisso da cooperação Sul-Sul e Triangular chilena com o desenvolvimento sustentável de outros países.

Os objetivos da Agenda comprometem, a escala mundial, a que todos os cidadãos e as gerações futuras tenham oportunidades para desenvolver seus talentos e contem com seguranças que lhes permitam sustentar suas vidas com dignidade.

“O setor privado busca oportunidades de negócios internacionais, devendo assumir uma responsabilidade mais ampla, socialmente inclusiva e ambientalmente sustentável”

Repensar quem somos “nós”

Os desafios de desenvolvimento globais buscam superar a pobreza, a desigualdade e a insegurança, sendo elas de tal magnitude, complexidade e urgência que nos exigem revisar nossos papéis, o sentido de propósito de cada qual e proporcionar respostas que incidam sistemicamente.

Por essa razão, deve existir um esforço colaborativo e ampliar a definição de quem somos “nós” mais além das fronteiras.

Os desafios globais atuais estão caraterizados por um contexto de mudanças amplas, contínuas e de uma velocidade exponencial, abrangendo os efeitos causados pela mudança climática, pelas mudanças demográficas, “a automatização e a internet das coisas”, da forma de nos relacionarmos e do sentido de pertinência, entre outros.
Nesse contexto de sistemas complexos, nem o setor público nem o mercado têm respostas por si sós para reagir frente a uma concepção de desenvolvimento multidimensional.

Em consequência, e dada a magnitude da tarefa de conseguir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, corresponde que o setor público e as agências de desenvolvimento internacional liderem, coordenem e implementem ações em torno dos bens públicos globais, mediante políticas efetivas e eficientes, necesariamente nutridas com iniciativas da sociedade civil, o setor privado e a academia.

O setor privado busca oportunidades de negócios internacionais, devendo assumir uma responsabilidade mais ampla, socialmente inclusiva e ambientalmente sustentável.

Por outra parte, a academia deveria buscar aprofundar sua missão através de uma vinculação com o meio internacional, em um entorno de criação e aplicação de conhecimentos sem fronteiras.

E a sociedade civil deve contribuir ao desenvolvimento estreitando as brechas de confianças, na diversidade cultural, entre os distintos atores públicos e privados.

Exemplos de alianças

Desde a Cooperação Sul-Sul e Triangular, nossa agência lidera, desde faz um ano, uma “Mesa de Cooperação Multiator”, instância na qual representantes do setor público, privado, acadêmico e da sociedade civil de nosso país acordaram realizar um “roteiro”, que busca promover a criação de redes e alianças multiatores para implementar a Cooperação Sul-Sul, sob o compromiso do Chile com o desenvolvimento sustentável.

Este “roteiro” tem por objetivos: levantar informação e visibilizar o atual afazer internacional da cooperação dos distintos atores chilenos; identificar novas oportunidades de cooperação Sul-Sul; realizar iniciativas de educação para o desenvolvimento que facilitem a compreensão de uma cultura de cooperação internacional nos chilenos, e projetar e gestionar redes, mecanismos e instrumentos de colaboração que facilitem complementar capacidades de cada um dos atores de desenvolvimento para obter resultados efetivos.

A 4 e 5 de junho de 2019, a AGCID e a Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB) organizaram, no marco do Fundo Chileno de Cooperação Sul-Sul Ibero-americano, um encontro internacional cujo objetivo foi intercambiar informação a respeito de “A participação do setor privado na cooperação para o desenvolvimento”.

O evento permitiu constatar a inovadora e incipiente tendência na qual as alianças público-privadas de países em desenvolvimento desdobram capacidades complementares, seguindo modelos socialmente mais inclusivos e sustentáveis.

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