Histórias

Cuba, México e Uruguai, unidos na luta contra a diabete

Os números são impactantes: desde os anos 80 até a atualidade, os diagnósticos de diabete se multiplicaram por quatro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este crescimento levou a que, em 2014, uns 422 milhões de pessoas (8,5% da população mundial adulta) padecesse esta doença crônica. E em 2015 a diabete foi a causa direta de 1,6 milhões de mortes.

Associada tradicionalmente com os países desenvolvidos e seus hábitos de alimentação, no último decênio a prevalência desta afecção se incrementou com mais rapidez nas nações de ingressos médios.

Por este motivo, a OMS estima que em 2016 mais de 40 milhões de pessoas padeciam de diabete na América Latina e no Caribe e que em 2040 essa cifra galgará a mais de 70 milhões em nossa região.

Frente a este cenário, os governos da Ibero-América tomaram consciência da necessidade de atuar para fazer frente a esta enfermidade e de elaborar estratégias integrais que incluam a prevenção, o diagnóstico e a atendimento da saúde.

A OMS estima que em 2040 mais de 70 milhões de pessoas sofrerão de diabete em nossa região

 

Cooperação para a saúde

Na América Latina há vários países que desenvolveram programas nacionais de diabete, respaldados pela Federação Internacional da Diabete (FID), a Organização Pan-americana de Saúde (OPS) e a indústria farmacêutica.

Estas atuações se alinham, além disso, com as indicações da OMS e a Agenda 2030 das Nações Unidas, que incorpora pela primeira vez, dentro do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 3 (“Saúde e bem estar”), a abordagem de enfermidades não transmissíveis e o compromisso internacional para reduzir sua incidência.

Neste cenário, a Cooperação Sul-Sul é uma ferramenta muito útil para melhorar e fortalecer capacidades mutuas entre os países latino-americano.

Em 2016 Cuba, México e Uruguai intercambiaram experiências para desenvolver e reforçar suas distintas políticas e respostas institucionais frente à diabete.

Cuba conta com uma reconhecida trajetória no atendimento integral ao pé diabético, baseada na inovação sanitária e biotecnológica. O país é pioneiro na elaboração de um medicamento especializado para o tratamento dessa patologia. A eficácia do fármaco é tal que reduz os casos de amputação em quase 80%. Este dado permite entender o interesse de outros países da região.

O Uruguai, por exemplo, impulsionou um projeto de Cooperação Sul-Sul bilateral que lhe permitiu investir neste medicamento e incorporá-lo ao seu sistema de saúde, provando seus efeitos em pacientes uruguaios.

Outrossim, o Uruguai e o México intercambiaram sua experiência através de duas iniciativas. A primeira delas, igualmente relacionada com o pé diabético, usa tecnologia eletrônica para diagnosticar a afecção e conhecer o avanço da doença.

A segunda está vinculada com a pesquisa médica sobre a resistência à insulina que se observa na diabete tipo II. Nela colaboraram a Faculdade de Química da Universidade da República do Uruguai e a Universidade Autônoma Metropolitana, UAM/Azcapotzalco.

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