Alianças ODS 17

Alianças: decisivas para conseguir um desenvolvimento sustentável

De todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o das alianças para conseguir os objetivos, como seu nome indica, é sobre o qual recai o maior peso de aterrissar a Agenda 2030 e transformar nosso mundo em positivo. Aproxima-se a mais à ferramenta que à meta; mais ao “como” do que ao “quê”.

O ODS 17 faz palpável aquele chamamento à ação, ao movimento e ao enfoque holístico que envolve toda a Agenda 2030. É o objetivo que evidencia nitidamente que estamos destinados a nos entendermos e trabalhar conjuntamente sob uma motivação comum, reconhecendo que, ainda nas diferenças próprias da diversidade e pluralidade, todos os atores e interesses somos parte de um mesmo esforço.

O crescimento econômico por si só não se traduz automaticamente no progresso do desenvolvimento humano1”. Em um mundo cada vez mais interconectado e interdependente, alcançar um verdadeiro desenvolvimento sustentável e inclusivo implica afrontar novos desafios globais ligados aos processos de mudança e transformação que todos os países estamos experimentando a escala mundial.

A aceleração e aprofundamento das dinâmicas da globalização deveria nos predispor, hoje mais que nunca, a abordar mancomunadamente ações de forma coordenada e em consenso, em benefício de nossas sociedades presentes e futuras.

A Agenda 2030 imprime uma mudança de ciclo, um salto qualitativo na procura do desenvolvimento. Admite, sobre todas as cosas, que a única maneira de progredir é através de uma colaboração profunda, contínua e dinâmica da sociedade. Uma concepção holística na que nenhuma tarefa é independente e nenhum objetivo contradiz o outro.

Os ODS representam um avanço teórico do conceito de desenvolvimento global. O enfoque multidimensional dos objetivos e as metas reflete uma interdependência entre múltiplos âmbitos que geram desenvolvimento humano1”.

1 Relatório sobre Desenvolvimento Humano 2013. O ascenso do Sul: Progresso humano em um mundo diverso. Publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“A estrutura multinível e multiator que a Agenda 2030 demanda é uma na qual a Comunidade Ibero-americana avançou muito”

A experiência da Ibero-América

A estrutura multinível e multiator que a Agenda 2030 demanda é uma na qual a Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB) e o Sistema Ibero-americano avançamos muito.

Não é novo para nós pensar em coletivo, construir e manter alianças. Somos um organismo internacional integrado pelos 22 países que conformam a comunidade ibero-americana, 19 da América Latina e 3 da Península Ibérica.

Nossa organização é reflexo de uma comunidade construída pelas pessoas, pelos atores sociais e econômicos através dos intercâmbios, as migrações, os afetos, o comércio e os investimentos, e pela sorte de compartilhar, junto com uma grande quantidade de línguas locais, duas das grandes línguas internacionais: o espanhol e o português.

Em um mundo tão polarizado, é uma conquista extraordinária para nós ter alcançado recentemente 26 Cúpulas Ibero-americanas de Chefes de Estado e de Governo. Vinte e seis espaços de diálogo e busca de consensos entre ministros, líderes indígenas, governos locais, empresários e distintos representantes da sociedade civil.

Creio que podemos dar fé de como a busca de acordos estratégicos baseados em valores e princípios afins, mas também na pluralidade e diversidade de nosso espaço, contribuem notavelmente a superar desafios comuns e melhorar a vida de nossos cidadãos.

A Cooperação Ibero-americana é uma das maiores plataformas de cooperação horizontal no mundo, não por seu montante, mas sim por sua natureza e funcionamento: uma cooperação de igual a igual, voluntária, solidária, focada em resultados, baseada nas necessidades e as capacidades particulares de cada um dos países.

É uma cooperação distinta, que rompe com o paradigma vertical da assistência para construir relações mais simétricas, baseadas na convicção de que não há país tão rico que não tenha nada que aprender, nem país tão pobre que não tenha nada que aportar. Todos temos uma contribuição a fazer em nosso caminho rumo a um desenvolvimento global mais inclusivo e sustentável.

2 Ibero-América e os Objetivos de Desenvolvimento sustentável. Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB).

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